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O que é?

Fisioterapia é a ciência que estuda, diagnostica, previne e recupera pacientes com distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano. Trabalha com doenças geradas por alterações genéticas, traumas ou enfermidades adquiridas. 

O objetivo desta área é preservar, manter, desenvolver ou restaurar (reabilitação) a integridade de órgãos, sistemas ou funções. Utiliza-se de conhecimento e recursos próprios como parte do processo terapêutico nas condições psico-físico-social para promover melhoria de qualidade de vida. 

 

Artrite

O que é?

A artrite é uma inflamação das articulações que gera sintomas como dor, deformidade e dificuldade no movimento, que ainda não tem cura. Em geral, seu tratamento é feito com medicamentos, fisioterapia e exercícios, mas, em alguns casos, pode-se recorrer à cirurgia.

Qual a causa?

 Pode ser causada por um traumatismo, excesso de peso, alimentação, desgaste natural da articulação ou devido a uma alteração no sistema imune de indivíduos com pré-disposição genética para isso.

Ela pode ser de diversos tipos, como artrite reumatoide, artrite séptica, artrite psoriática, artrite gotosa (gota) ou artrite reativa, dependendo da sua causa. Por isso, para o diagnóstico da artrite é necessário fazer exames específicos.

Sintomas da artrite

Os principais sintomas da artrite costumam seguir um padrão, apesar dos vários tipos diferentes que existem da doença. Eles são:

  • Dor em articulações

  • Inchaço nas articulações

  • Redução na capacidade de mover as articulações

  • Vermelhidão da pele ao redor da articulação

  • Rigidez, especialmente pela manhã

  • Aquecimento ao redor da articulação.

Atrofia Muscular
Atrofia Muscular Espinal
Bexiga Urinária Hiperativa
Complicações cirúrgicas
Deformidades Congênitas Do Pé
Doenças Musculares
Doenças Musculosqueléticas
Dor Nas Costas
Dor no calcanhar e esporão de calcanhar
Encarceramento Do Tendão
Esclerose
Espondilite
Esporão Do Calcâneo
Fibromialgia
Flacidez vaginal
Incontinência urinária pós prostatectomia Lombalgia (dor lombar)
Lordose
Luxação Patelar
Luxações
Paraplegia
Pé Torto
Poliomielite
Síndromes Da Dor Regional Complexa
Torcicolo
Traumatismos Do Joelho
Traumatismos Do Tornozelo
Traumatismos Dos Tendões


 

Algumas doenças tratadas pela fisioterapia

 
 

Osteoporose

O que é?

A osteoporose é a principal doença óssea metabólica e está fortemente relacionada com o avançar da idade, afetando mulheres numa proporção quatro vezes maior do que homens. A osteoporose é uma doença que causa o enfraquecimento da estrutura óssea, deixando-a vulnerável aos impactos ocorridos durante o cotidiano, levando à degeneração e a perda gradual da densidade do osso. 

A fim de melhorar a qualidade de vida do paciente com osteoporose, a Fisioterapia oferece um trabalho de fortalecimento de músculos, ossos e articulações; ajuda na melhora do equilíbrio do paciente (indispensável para prevenção de quedas) e ajuda na prevenção das possíveis deformidades e fraturas ósseas, além de outras complicações.

Qual a Causa?

A principal causa da osteoporose é a perda de massa óssea. Ela pode ocorrer por:

  • Degeneração natural;

  • Mau funcionamento do organismo;

  • Deficiência de cálcio ;

  • Falta de vitamina D;

  • Menopausa;

  • Histórico familiar;

  • Sedentarismo;

  • Má alimentação;

  • Tabagismo e alcoolismo.

Sintomas da osteoporose

A doença pode surgir de forma silenciosa até manifestar sintomas de acordo com o seu avanço, podendo incluir:

– Dores na região lombar ou cervical, em virtude das fraturas dos ossos da coluna vertebral;

– Fraturas do colo do fêmur, punho e costelas;

– Postura alterada (curvada ou cifótica) com a consequente redução de estatura ao longo do tempo;

–  Sensibilidade óssea e dor relacionada ao local de fratura.

 

A importância da fisioterapia para recuperação do paciente com AVC

AVC( ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL)


A fisioterapia atua na recuperação funcional do indivíduo, possibilitando e auxiliando o retorno às suas atividades de vida diária e ao convívio social.
Momento que se inicia a ação do fisioterapeuta:
O processo de reabilitação se inicia ainda na fase hospitalar, no auxílio à prevenção ou recuperação das complicações respiratórias e motoras. Assim que o paciente esteja estável e ciente da sua condição física após o ictus, inicia-se o tratamento de mobilização, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e estímulos para o restabelecimento sensorial.

 

Incontinência urinária: sintomas e como tratar?

O sintoma que caracteriza a incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Cada pessoa pode vivenciar esta condição em frequência e intensidade diferentes. Além disso, o modo como essa perda ocorre depende do tipo de incontinência:
Incontinência por esforço
A perda de urina ocorre quando a 
pessoa realiza algum esforço físico, provocando um aumento da pressão sobre a bexiga. Atividades habituais como tossir, rir, praticar exercícios físicos ou subir escadas já podem ser suficientes para liberar o esfíncter, a estrutura responsável por segurar a urina na bexiga, e ocorrer o escape.

Incontinência de urgência
Nesse tipo, a pessoa sente uma vontade súbita e incontrolável de urinar, não conseguindo segurar até chegar ao banheiro. Essas crises podem ocorrer diversas vezes ao dia, mesmo quando a bexiga ainda não está completamente cheia.

Incontinência funcional
Ocorre quando há perda urinária relacionada com fatores como mobilidade reduzida ou déficit cognitivo, que dificultam ou impedem o esvaziamento da bexiga no local adequado. É uma condição comum em pessoas acamadas, que têm movimentos limitados, em pessoas que apresentem doenças reumatológicas – como a artrite, que, por exemplo, pode impedir a abertura da calça a tempo -, e em pessoas com Doença de Alzheimer, entre outras.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Incontinência de transbordamento
Nesses casos, a bexiga já está repleta de urina, mas a pessoa apresenta dificuldade de esvaziamento completo da bexiga, que pode ser originada por alterações neurológicas ou por problemas obstrutivos, como aumento da próstata nos homens. Para controlar o volume, ocorre, por reflexo, o vazamento de uma pequena quantidade de urina.
Diagnóstico
O diagnóstico de incontinência é principalmente clínico, ou seja, o simples relato dos sintomas ao médico leva ao diagnóstico. No entanto, há alguns exames que podem auxiliar o profissional na determinação de uma causa específica, e na escolha do tratamento mais eficaz. Aqui estão alguns dos exames que podem ser solicitados:

A fisioterapia para incontinência urinária é uma das possibilidades de tratamento, pois ela fortalece os músculos do assoalho pélvico de modo que o períneo fique tão fortalecido que impeça a perda involuntária da urina.

A fisioterapia deve ser realizada preferencialmente todos os dias, no entanto, caso não seja possível, é recomendado no mínimo a realização de 2 sessões por semana. O indivíduo, em casa e aos fins de semana, deve fazer os exercícios de Kegel para manutenção.

 

Dica: Alongamento para quem sente dor na cervical

Dor na cervical pode se torna extremamente incômodo para pessoas em geral. Além da dificuldade para mover o pescoço ou cabeça para os lados, essa dor atrapalha a realização dos afazeres diários e muitas vezes não saber como tratar pode piorar a situação.

Pensando nisso fizemos esse vídeo para te dar uma ótima dica de alongamento.

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A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de um trombo (coágulo de sangue) dentro de uma veia profunda, geralmente ocorre na coxa ou perna.

A trombose é relativamente comum  e é responsável por sequelas de insuficiência venosa crônica: dor nas pernas, edema (inchaço) e úlceras de estase (feridas). Além disso, também responsável por outra doença mais grave: a embolia pulmonar, que acontece quando as artérias ou veias do pulmão ficam obstruídas por coágulos.

Em casos de cirurgia, é importante que o médico indique, quando indicado, medicamentos para prevenir a trombose, como a heparina profilática. Além disso a realização de fisioterapia poderá ajudar a manter-se ativo neste período, mesmo ao ter que se manter deitado, com movimentação dos pés mesmo. Este tipo de movimento é importante para melhorar a circulação sanguínea, já que a estase venosa favorece a formação de trombos.

A prevenção da trombose pode ser feita através de uma alimentação saudável, boa hidratação e prática regular de exercícios físicos, o que melhor a circulação sanguínea, diminui processos inflamatórios e evita acúmulo de placas de gordura nos vasos de sangue.

Trombose

 

Artrite Reumatóide (AR)

A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que se caracteriza por apresentar sinovite, envolvendo principalmente as articulações periféricas de mãos e punhos de forma simétrica e persistente, e que pode levar ao aparecimento de deformidades e incapacidade funcional importante. Embora possa começar em qualquer idade, seu início ocorre sobretudo na quarta e quinta décadas de vida.

A perda da função articular é o resultado do dano irreversível da cartilagem articular como consequência direta do processo inflamatório crônico, lesão dos tecidos adjacentes como capsulas, tendões, ligamentos e osso subcondral. Os principais fatores para a destruição da cartilagem são a incapacidade dos condrócitos em manter a integridade do tecido e anormalidades metabólicas induzidas por fatores secretados por células da sinóvia inflamada e a invasão do pannus. Além disso, enzimas proteolíticas presentes no líquido sinovial agem diretamente na matriz da cartilagem contribuindo para o processo destrutivo.

O tratamento efetivo da AR requer um diagnóstico precoce e intervenção adequada na tentativa de impedir o dano articular irreversível. A progressão da doença costuma levar á incapacidade funcional e consequentes morbidade e mortalidade precoces. Os objetivos do tratamento são aliviar a dor, manter ou melhorar a capacidade funcional, prevenir as incapacidades, adaptar o paciente ao meio e melhorar sua qualidade de vida.

 

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica que acomete múltiplos órgãos ou sistemas. Tem etiologia desconhecida, multifatorial, em que a interação de predisposição genética e diversos fatores hormonais, ambientais e infecciosos parece levar á perda da tolerância imunológica. O desequilíbrio do sistema imunológico caracteriza-se pela presença de auto-anticorpos dirigidos principalmente contra antígenos nucleares, alguns dos quais participam da lesão tecidual imunologicamente mediada. Existe um variado espectro de apresentação clínica e evolui cronicamente, com fases de exacerbações e período de remissões. Acomete principalmente mulheres jovens e seu prognóstico tem melhorado nas últimas décadas.

O LES é uma doença crônica, que evolui com períodos de atividade e período variados em que os pacientes ficam assintomáticos, ou pouco sintomáticos.

O tratamento do LES deve abordar orientações gerais que inclui também a educação do paciente sobre a doença, sua evolução e que o tratamento adequado, na grande maioria, permite uma vida longa, produtiva e com boa qualidade. Um seguimento médico periódico, com boa aderência ao tratamento é muito importante para a evolução da doença e se prognóstico.

 

Síndrome de sjögren (SSJ)

A Síndrome de Sjögren (SSJ) é uma doença auto-imune sistêmica que acomete as glândulas exórcrinas e, menos frequentemente, órgãos internos, e se caracteriza por intensa infiltração linfoplasmocitária dos tecidos envolvidos. Classicamente, há diminuição da secreção das glândulas lacrimais e parótidas. Nas formas primárias, em que a SSJ ocorre na ausência de outras enfermidades auto-imunes, pode ser observado envolvimento mais sistêmico, incluindo pulmões, rins, gânglios linfáticos e sistema nervoso. Quando está associada com outras doenças auto-imunes reumáticas, tais como artrite reumática (AR) ou lúpus eritematoso sistêmico (LES), a SSJ é classificada como secundária. Cerca de 90% dos pacientes com SSJ são do sexo feminino e têm média de idade em torno de 50 anos no momento do diagnóstico.

O tratamento é em geral sintomático, visto que, na maioria das vezes, a doença apresenta curso benigno e de longa evolução. O uso de lágrimas artificiais, como a metilcelulose, várias vezes ao dia, alivia os sintomas e evita as complicações.

Para aumentar a salivação, o uso de balas ou goma de mascar sem açúcar são úteis. Beber ou apenas molhar a boca com goles de água durante o dia também é importante para mantê-la bem hidratada. 

Como as cáries são muito comuns, deve-se escovar os dentes após qualquer refeição. Já existem no mercado pastas de dente voltadas para pacientes com boca seca.

A hidroxicloroquina é um medicamento muito usado no lúpus e na artrite reumatoide, podendo ser útil em alguns pacientes com síndrome de Sjögren e dor articular, muscular e/ou lesões dermatológicas. 

 

Espondilite Anquilosante

Doença sistêmica inflamatória crônica que ageta primariamente o esqueleto axial e possivelmente articulações periféricas como quadril e ombros. Apresenta características clínicas comuns ás espondiloartropatias como: artrite periférica assimétrica predominantemente de membros inferiores, sacroileite, ausência de fator reumatoide e de nódulos subcutâneos, manifestações extra-articulares, agregação familiar e associação com HLA-B27.

Obejetivos do tratamento:

Alívio da dor, da rigidez e da fadiga;

Manter boa postura;

Manter o melhor nivel de capacidade funcional e psicossocial;

Qualidade de vida.

Não há evidência confirmada de que as drogas anti-reumáticas, modificadoras de artrite reumatoide, incluindo sulfassalazina e metotrexato, possam alterar ou inibir a inflamação da coluna ou na entese da EA. Contudo, tais drogas são indicadas devido a sua utilidade no controle das manifestações de atividade da doença, na redução do consumo de antiinflamatórios e ainda na melhora dos índices de monitoração da doença.

 

Osteoartrose ou Osteoartrite (OA)

A Osteoartrose ou Osteoartrite(OA) é uma doença articular mais frequente, sendo a primeira causa de dor musculoesquelética. Por longo tempo foi entendida como uma doença degenerativa, consequência natural do envelhecimento. No entanto, estudos recentes tem demonstrado diferenças relevantes entre a cartilagem do idoso e aquela acometida pela OA. A participação de processo inflamatório na patogênese da doença levanta a questão se o nome osteoartrite não seria o mais adequado.

A OA acomete 20% da população mundial, sendo a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil, perdendo apenas para as doenças mentais e cardiovasculares. A incidência começa a aumentar a partir dos 40 anos de idade, sendo a OA de joelhos bem mais frequente em mulheres. Os estudos epidemiológicos têm mostrado resultados controversos quanto á prevalência em homens e mulheres.

O fator hormonal é sugerido como participante da patogenia da oa devido ao fato de que a incidência aumenta consideravelmente após a menopausa.

Até o momento, o tratamento da OA visa a melhora da dor e a manutenção da função articular, o que permite a preservação das atividades da vida diária. Estão em investigação novos medicamentos que têm por objetivo uma modificação da evolução da doença, e já estão sendo prescritos com resultados animadores.

A fisioterapia tem a finalidade de melhorar ou manter a força muscular dos grupos envolvidos na articulação afetada e melhorar ou manter a amplitude de movimento dessa articulação, com consequente melhora da função, especialmente do padrão de marcha.

 

Cervicalgia

Lombalgia e Lombociatalgia

Lombalgia é definida como dor na região póstero-inferior do tronco compreendida entre o último arco costal e a prega glútea. Lombocitalgia é definida como dor lombar que se irradia pelo território de inverção do ciático. O termo pseudociática é utilizado por alguns referindo-se a dorcom irradiação que não ultrapassa o joelho.

A lombalgia aguda é de alta prevalência e na maioria dos casos há resolução espontânea. É a mais prevalente causa de consulta médica após o resfriado comum, sendo que cerca de 80% das pessoas no mundo terão ao menos um episódio ao longo de suas vidas. Afeta homens e mulheres igualmente, com pico de incidência entre 30  e 50 anos.

Devem ser objetivos do tratamento da lombalgia mecânico-postural aguda a diminuição de sintomas com menor efeito colateral ou toxicidade e certificar o paciente da benignidade de sua doença, pois grande parte delas terá boa evolução mesmo sem tratamento. Os medicamentos utilizados incluem analgésicos, antinflamátorios não hormonais(AINHO), relaxantes musculares, corticoteróides e opióides.

Na lombalgia crônica, nenhuma terapia é eficiente, deve-se orientar o paciente sobre a necessidade de mudança de hábitos e, principalmente, a atitude de manter-se á espera passiva do alívio da dor. Os exercícios são indicados para se reduzir a sintomatologia e prevenir a recorrência de crises.

 

A Cervicalgia é um distúrbio musculoesquelético comumente reportado, que afeta de 10 a 20% da população geral e aproximadamente, 70% dos indivvíduos em alguma época de sua vida, o que justifica a grande frequência de tais pacientes em consultórios de reumatologia e os milhões de dólares gastos anualmente no seu tratamento e ressarcimento. Pela dificuldadee em identificar causas específicas de dor, a maioria dos pacientes tem diagnóstico de dor cervical mecânica, embora causas graves e incapacitantes, como as doenças inflamatórias, neoplásticas ou infecciosas, devam ser sempre lembradas.

O segmento cervical da coluna vertebral é composto por sete vértebras. Estas se articulam umas com as outras por meio de um sistema de articulações de complexidade pouco usual. Cada par de vértebras é separada pelo disco intervertebral e um par de articulações apofisárias, como em outras regiões da coluna. Entretanto, peculiarmente, os corpos vertebrais da região cervical articula-se também através de um par adicional de articulações sinoviais em sua face póstero-lateral.

O principal distúrbio cervical que leva um paciente a procurar ajuda médica é a dor, seguida de deformidades e sintomas neurológicos como parestesias, fraqueza nos membros superiores ou espasticidade.

As princípais causas da cervicalgia são mecânicas ou traumáticas, as quais deveriam principalmente de causas degenerativas, agrupadas sob o termo geral de espondilose ou espondiloartrose.

Os estudos clínicos são ainda insuficientes para se definir a melhor abordagem terapêutica,  embora esta dependa fundamentalmemte do fatos casual.

Identificar e tratar o modo específico a doença de base é primordial.

 

Artrite Psoriática

A Psoríase é uma doença auto-imune cutânea crônica que acomete cerca de 2% dos caucasianos. De uma forma geral, cerca de 5-8% dos pacientes com psoríase cutânea desenvolverão artrite crônica.

A Psoríase é uma doença cutânea inflamatória com importante componente proliferativo, levando à descamação das células epiteliais. A inflamação é devida a acúmulo de neutrófilos e linfócitos T CD8+ na epiderme e infiltração de linfócitos T CD4+ na derme.

Na Artrite psoriática (AP) há concomitância de sinovite( inflamação da membrana sinovial, uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste estruturas como tendões musculares, cápsulas articulares e bolsas sinoviais) e entesite(inflamação dos locais onde os tendões e ligamentos se inserem nos ossos). Na AP esses locais tornam-se inflamados e aumentados de volume.

Antes so ínicio do tratamento, avaliação física e funcional completa é essencial para determinar a extensão do envolvimento axial e periférico e estabelecer as medidas de base para monitorar o tratamento.

 

Tratamento farmacológico

Pacientes com quadros articulares leves podem ser tratados somente com anti-inflamatórios não-esteroides. No caso de uma ou duas articulações inflamadas, infiltração com hexacetonida de triancinolona pode ser útil. Está contra-indicada a infiltração quando houver placa de psoríase próxima à articulação, pois esta pode estar colonizada com estafilococos ou estreptococos e o procedimento pode causar infecção articular.

 

Tratamento não-farmacológico

Fisioterapia analgésica pode oferecer alívio da dor e do espasmo muscular durante poucas horas. Normalmente são usados para aquecimento antes de exercícios físicos, para aliviar a tensão muscular. Podem ser empregados calor superficial ou frio, banhos quentes pela manhã e TENS. Entesite do tendão do calcâneo ou fascite plantar podem apresentar melhora com aplicações de ulta-som, embora não haja evidências científicas demonstradas por ensaios controlados.

 

A Dorsalgia pode ser definida como dor na região dorsal, podendo alcançar a região torácica e irradiar-se para cintura escapular, ombros e região lombar.

 Apesar da dorsalgia ser uma queixa menos frequente no consultório médico que as cervicalgias e lombalgias, ela não deixa de ter seu significado clínico e representar um verdadeiro desafio diagnóstico.

A coluna dorsal é o segmento da coluna vertebral com menor mobilidade. Seus movimentos são limitados pelos ligamentos da própria coluna vertebral, pela disposição das apófises espinais e orientação das facetas e também por todos os elementos ósseos, cartilaginosos e articulares da caixa torácica(costelas e esterno).

O tratamento específico de ser dirigido à doença subjacente: antibióticoterapia nas infecções, e antiinflamatórios não-hotmonais, corticosteróides DMARDs ( drogas anti-reumaticas modificadoras de doença) nas artropatias inflamatórias, por exemplo.

Para alívio da dor, utilizam-se analgésicos simples e , mais raramente analgésicos opióides. Antiinflamatórios não-hormonais e miorrelaxantes podem ser associados. Antidepressivos tricíclios, em baixas doses, são prescritos nos pacientes com dor crônica, fibromialgicos ou naqueles com dor miofascial. 

DORSALGIA

 

GOTA

A gota é uma doença inflamatória, metabólica, que cursa com hiperuricemia e é resultante da deposição de cristais de monourato de sódio (MUS) ou também chamado cristais de ácido úrico nos tecidos e nas articulações.

A gota é didaticamente classificada em primária e secundária. A primária, mais comum, é de causa desconhecida e ligada a fatores genéticos. A  secundária, ao contrário, desenvolve-se em consequência a diversas doenças.

Clinicamente a gota se manifesta no homem jovem, ao redor do final da terceira e início da quarta década da vida. A artrite costuma se iniciar durante a madrugada e se caracteriza por apresentar monoartrite com exuberantes sinais flogísticos(dor + calor + rubor + edema).

Quando o paciente não faz tratamento adequado e persiste alternando crises agudas e períodos intercríticos, as crises podem passar a serem mais duradouras, com diminuição do período intercrítico; nestes casos pode haver comprometimento oligo ou poliarticular.

O tratamento da gota visa a resolução completa da crise aguda e normalização das concentrações séricas de ácido úrico, prevenindo-se novos surtos. Assim, diminui-se o número e a intensidade das crises, aumenta-se o período intercrítico impedindo a evolução para gota crônica e evita-se a presença de tofos que levam à deformidade e, muitas vezes, á perda de função articular.

Para o tratamento deve-se considerar que o paciente tenha tido, no mínimo, 2 crises de artrite anteriores, ou detecte-se presença de tofos.

Quando a única indicação para o tratamento é a recorrência de crises de artrite, e essas crises são infrequentes, a terapêutica com hipouricemiante não é necessária.

 

FIBROMIALGIA

Pode-se definir a fibromialgia como uma síndrome de dor crônica e difusa de causa não inflamatória e que, de maneira carcteristica, o exame físico demonstra pontos muito dolorosos à palpação em locais anatômicos pré-determinados (tender-points).

A fibromialgia tem distribuição universal, não havendo diferenças significantes em populações de diferentes etnias ou condição socioeconômica. Embora acometa todas as faixas etárias, o pico de incidência ocorre entre os 35 e 50 anos de idade, com uma preferência indiscutível pelo sexo feminino ( 10 a 15 mulheres para 1 homem).

Como a etiologia dessa síndrome é desconhecida, o tratamento é principalmente sintomático. O controle da dor e a melhora da qualidade de vida são as metas a serem atingidas.

Embora uma gama muito ampla de tratamentos tenha sido proposta, poucos têm evidências de seu benefício baseados em estudos científicos. Esses estudos dividem-se em farmacológicos e não farmacológicos, entretando, na prática, ambas as modalidades devem ser usadas simultaneamente.

 

OSTEOMALACIA E RAQUITISMO

Osteomalacia é uma doença que se caracteriza por defeito na mineralização da matriz osteóide, ou seja, incapacidade de depositar mineral na matriz recém-formada dos ossos. Essa alteração ocorre tanto no osso trabecular como no cortical, em indivíduos adultos.

Raquitismo é uma doença que se caracteriza por defeito de mineralização e maturação das células cartilaginosas, presentes na linha de crescimento, em crianças e adolescentes. Raquitismo é a presença de osteomalacia no esqueleto em crescimento. Tanto a osteomalacia como o raquitismo resultam em osso mais fraco que o normal, sujeito a deformidades graduais e progressivas, bem como a fraturas após mínimos traumas.

Na presença de deficiência de vitamina D deve se fazer suplementação oral ou injetável desta vitamina, orientação para exposição solar e, quando necessário, correção da má absorção pela dieta (dieta livre de glúten).

O prognóstico dos pacientes com raquitismo e/ou osteomalacia vitamina D dependentes, bem como daqueles fósforo dependentes é bom, observando-se desaparecimento dos sintomas em pouco tempo até a cura. A evolução daqueles com resistência periférica à vitamina D é pior, pois alguns pacientes, mesmo em uso de grandes doses de calcitriol, não respondem á terapêutica.